PHILIPE BOUREL
ATPM JOTA MARIA - MOSSORÓ-RN, 28 DE FEVEREIRO DE 2023
AQUI RN
FATOS POLICIAIS
terça-feira, 28 de fevereiro de 2023
PADRE PHILIPE BOUREL
PADRE
PHILIPE BOUREL, natural de Agripa (Alemanha) falecido na
Missão Jesuíta da Aldeia do Lago Pody, no dia 15 de maio de 1709, quando a
mesma foi atacada pelos indígenas Janduís, que apesar de pertencerem ao mesmo
grupo taraiiú, eram ferrenhos inimigos daqueles paiacus.
DESCOBERTA A PRIMEIRA PINTURA DO RN
DESCOBERTA A PRIMEIRA PINTURA DO RN
O historiador Olavo de Medeiros
Filho conta a história da primeira pintura feita no Rio Grande do Norte,
em 15 de maio de 1709, no Apodi.
A chamada Guerra dos Bárbaros, ou o
levante do Gentio Tapuia, ocorrida nas quatro décadas que medeiam os anos de
1683 e 1725, foi um dos episódios mais dramáticos da História da antiga
Capitania do Rio Grande do Norte. Concedidas as primeiras datas e sesmarias no
interior da Capitania, com a finalidade de expandir-se a criação de gado,
ocorreu a reação dos Tapuias contra a presença dos curraleiros no sertão por
eles habitado.
Na medida em que os indígenas iam sendo
vencidos pelo terço dos Paulistas, eram eles coagidos a se aldearem nas missões
religiosas, como foi o caso dos Tapuias Paiacus, do grupo étnico-cultural. No
dia 10 de janeiro de 1700, uma terça-feira, o padre jesuíta Felipe Bourel,
alemão de AGRIPI, fundou a Missão de São João Batista da Lagoa do Apodi, no
local que passou a receber a denominação de Córrego da Missão.
O padre Felipe Bourel viera do Colégio da
Companhia de Jesus, ma Bahia, na qualidade de missionário apostólico. “A
respeito do alemão dedicou o escritor Dom Domingos de Loreto Couto, autor do
Livro ‘Desagravos do Brasil e Glórias de Pernambuco”, impresso no ano de 1757,
os mais louváveis elogios.
Segundo aquele escritor, o Padre Felipe
Bourel teria ressuscitado uma criança indígena, já sepultada, batizando-a em
seguida. Entregue à criança a mãe, teria a mesma vivido mais alguns dias.
Naquele ano de 1757, ainda existia na Capela de Apodi, um quadro retratando o
episódio milagroso.
O padre jesuíta Serafim Leite, autor da
HISTÓRIA DA COMPANHIA DE JESUS NO BRASIL, nos fornece variadas informações
sobre a presença do Padre Felipe Bourel naquela Missão do Apodi.
No ano de 1709, a Aldeia dos Piacus da
Lagoa do Apodi foi atacada pelos indígenas Janduins, que apesar de pertencerem
ao mesmo grupo Tarairiú, eram ferrenhos inimigos daqueles paiacus. No ataque
desferido pelos referidos Januins, contra os 600 Paiacus aldeados no Apodi,
aprisionaram os atacantes 80 indivíduos e mataram 70.
Graças à informação que nos foi prestada
por Eudes Galvão, recentemente falecido em Buenos Aires, tomamos conhecimento
da existência do quadro “Morte do Padre Felipe Bourel”, pertencente ao acervo
do Museu Nacional de Belas Artes (Av. Rio Branco, 199, Rio de Janeiro – RJ).
Com a ajuda prestada por Paulo Fernandes de Albuquerque Maranhão, conseguimos
uma cópia da referida tela, no tamanho de 74 x 62 centímetros, a qual será
oportunamente doada ao nosso Instituto Histórico e Geográfico.
Quando ‘Morte do Padre Felipe Bourel” de autor
desconhecido da Escola Portuguesa do Século XVIII, é a primeira tela da
mencionada Escola que registra uma paisagem do Brasil. Até então a arte profana
e o registro de paisagens das colônias portuguesa, como o Brasil, eram objetos
de proibição pela Escola.
A referida tela foi adquirida em Londres,
em 1964, pelo nosso embaixador Afrânio de Melo Franco, e posteriormente doado
pela embaixatriz Germina de Melo Franco, em atenção ao desejo expresso de seu
marido, aquele Museu de Belas Artes.
No centro do quadro aparece uma rústica
cabana, coberta de buriti, em cujo interior, repousa o corpo agonizante do Padre Felipe Bourel, deitado sobre um
leito também de palha. Dois portugueses assistem-lhe os últimos minutos de
vida. Em volta do sacerdote, alguns indígenas choram a morte iminente.
O autor do quadro inclui algumas cenas do
dia-a-dia da Aldeia: bovinos pastando, um Paiacu pescando com um anzol em sua
canoa; uma criança a retirar água da lagoa com um cabaço. Imponentes árvores e
algumas palmáceas (catolés) retratam a vegetação nativa. Aparecem também
rústicas cabanas, utilizadas pelos indígenas empenhados em suas atividades
campestres. Veem-se também duas redes armadas entre palmeiras, a uma
considerável altura do chão. Belas araras cortam os céus apodienses. Na água
plácida da lagoa vê-se uma embarcação de porte, talvez criada pela imaginação
do pintor.
À imagem da lagoa veem-se dois castelos,
tipicamente germânicos, de avantajadas proporções “construtores” em plagas
apodienses, fruto da imaginação do pintor. Talvez os ditos castelos existentes,
na realidade, em Agripi, na Alemanha.
Dominando o fruto da paisagem, umas serras
azuladas, desta feita dentro da realidade ecológica da região do Apodi.
No recanto inferior direito da tela,
figura uma legenda em latim, um tanto estropiada em sua pureza linguística.
Assinar:
Postagens (Atom)
PADRE PHILIPE BOUREL
PADRE PHILIPE BOUREL, PATRONO DA CADEIRA DE Nº 35, DA ACADEMIA APODIENSE DE LETRS, QUE TEVE COMO PRIMEIRO OCUPANTE , O PADRE THEODORUS J...

-
PADRE PHILIPE BOUREL, PATRONO DA CADEIRA DE Nº 35, DA ACADEMIA APODIENSE DE LETRS, QUE TEVE COMO PRIMEIRO OCUPANTE , O PADRE THEODORUS J...
-
DESCOBERTA A PRIMEIRA PINTURA DO RN O historiador Olavo de Medeiros Filho conta a história da primeira pintura feita no Rio Grande ...